sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Azeda, inquieta e impaciente
Meus sentidos não me obedecem
Amarga, mal-humorada e carente

Nem meu ar me suporta
Ou talvez ele esteja tão denso
Que eu seja incapaz de suportá-lo

Pois é, hoje nem eu me aguento
Boa sorte aos demais...

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010


Suave tortura essa dos pensantes.

Amantes do impossível, o devaneio...

A esses heróis, uma melodia:

Fúnebre e melancólica (densa, mas vazia)


Eis que segue o cortejo solene.

Silenciado pelo pranto do adeus.

Com esforço é possível ver ao fundo

Profano e sagrado juntos a gritar:


Haverás de viver, ó meu caro!

Haverás de cantar, minha cara!

Haverás de ser homem, ó mulher!

Haverás de existir! Viver! Sentir! Amar!

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010


Se não amas a ti mesmo
Não haverás de amar mais ninguém
Talvez ame a idéia de um outro alguém
Mas jamais haverá de amá-la
Pois és incapaz de enxergá-la

Enxergas através de uma lente de ilusão
Distorcida e cheia de expectativas
Confusa sobre o desconhecido
Covarde sobre a realidade do sentir
Ignorante de si e do outro.

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010


Sua busca é incessante e ele se sente exausto.
Senta e aos poucos consegue enxergar, ouvir...
A brisa nas folhas, o vento forte na copa das árvores
O canto dos pássaros, o quebrar das ondas
Ele embriaga-se daquilo.

Decide então mergulhar nesse infinito de cores.
Banha-se do êxtase de sentir o mundo ao seu redor.
Brinca com a areia, vendo em cada grão um pouco de si
Percebe-se por fim assim.
Várias partículas banhadas pelo mar .

Minúsculo, leve e amante das águas
Sejam elas do mar ou vindas dos céus
Uma testemunha de tudo que é vivo e vive
Porque existir pode não ser viver
E convenhamos, meu caro: não há céu ou mar aos que negam a vida!

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010


Às vezes fazemos o que devemos fazer, reconhecemos a necessidade de fazer algo e fazemos. Tentamos nos preparar, mas não existe preparação, afinal é algo que Temos que fazer, não o que queríamos, gostaríamos ou mesmo precisaríamos fazer, mas ainda assim fazemos. Ignoramos a dor que poderemos provocar e a dor dilacerante que nós mesmos haveremos de sentir, mas fazemos, porque algumas coisas, nós simplesmente temos que fazer.

domingo, 5 de dezembro de 2010


Sem receio passeio devagar pelo desconhecido
Estou adormecida, mas com todos os sentidos a postos
Os cheiros e cores, limpos e vivos, dançam na minha frente
Sinto, vejo e guardo. Cuido, mostro e exponho

Cansei do mistério e do acaso, por isso agora ando, vejo...
Toco, classifico e disponibiliz o óbvio
A obviaedade contida nesse conturbado ser que vos fala
Meus medos e temores, todos numa bandeja de prata pra você

Servido?

Do nada, com nada, pra nada
Sem nada, por nada, nada
O nada vira tudo
Tudo junto, tudo uno, tudo
Tudo um mero absurdo
Surdo e mudo, nada
Cheio de tudo
Cheio de nada
Aberto ao tudo e ao nada
Certo de que o certo
Tudo tem a ver com nada

No meio do medo brotou a coragem
De peito aberto raptou a razão
Se apoderou de toda a emoção
Fez suas essas duas meretrizes

Emprenhou a emoção de loucura
Extirpou da razão sua essência
Torturou e matou a ilusão
Amou, guardou e trancou o amor

Em seu cativeiro havia flores
Coloridas e rodeadas por borboletas
Boa comida, bom vinho, boa música
Uma cama confortável e vários livros

O amor não sabia o que fazer
Tudo era tão lindo e perfeito
O que fazer?
Sentar, respirar, viver...


Dedico a ti meu corpo, minha alma, meu sangue
Meu ventre, minha semente, meu alimento, meu ser
Minha respiração, meu sossego, meu eu
Dedico a ti amor, tão grande que és, mal cabe em mim

Dedico a ti meu melhor choro, meu melhor grito
Meus seios fartos e minhas ancas largas, te dedico
Minha música favorita, minha flor favorita, tulipa
Dedico a ti meu bem, tudo que em mim existe

Porque jamais existiria eu sem você
As músicas não teriam melodia e murchariam numa tarde triste
As flores entrariam em extinção sem o teu ar
Porque a minha vida e a sua a muito são unas, nossa alma também.
Os olhos fixos no (in)esperado
As atitudes em fuga desenfreada
O desespero em busca da calma
Uma pausa por favor?
Impossível! (De um ser que não o conhece)

Desconheço o impossível, esse tão falado e comentado.
Se alguém um dia me apresentar, baterei forte em sua face
Como ousa provocar tamanha estagnação em todos?
Que inexplicável poder imagina ter?

O poder concedido à ausência de explicação
O poder contido no comodismo cotidiano
O poder recalcado para a conservação da sanidade
O poder que preserva, guarda e por vezes salva

O impossível existe, forte como um diamante
Se alastra a cada dia como uma epidemia
O impossível é um grande e desmotivado preguiçoso
Além de manipulador e persuasivo

O impossível jamais existirá aos que se negam a vê-lo
Espero vê-lo um dia.
Apontar o dedo em sua cara e dizer-lhe:
Você simplesmente não existe! Agora sente-se por favor...

sexta-feira, 3 de setembro de 2010


Um aplauso à incoerência e à hipocrisia.
Como ousar dizer jamais ser incoerente ou hipócrita?
Tolice
Faltam apenas as circunstâncias, e toda a peça se molda
Os atores trocam suas vestes e voltam ao palco, prontos para um novo ato
Afinal, o que é a vida senão um grande palco?
O que somos nós, senão meros atores medíocres?

quinta-feira, 2 de setembro de 2010


Amo, exalto e exalo o que julgo certo
Porque do que é certo só eu entendo
Os erros são e serão sempre seus meu bem
Afinal, as regras são minhas
Esse é o meu jogo
Tenho todas as cartas e cartões
Mas você é imune
Só porque eu quis, porque eu quero
Você é imune
Só porque eu não vivo sem você
Você é imune
Só porque você é meu
Você é imune
Só porque sou sua

Você é imune

E eu estou sempre certa.

Obs: Para um pote cheio de tudo que eu amo!!!

A leveza pra mim é realmente insustentável
Só o que é verdadeiramente denso me satisfaz
O opaco me serve como descanso de copo
Cheio da bebida mais forte do bar

Porque eu gosto é do amargo do estrago
Do sufocamento passional
Das dores de lutas perdidas
De cair ao término de cada batalha, exausta.

Permanecer assim, inerte e impassível
Estatalada, quase morta, mas viva
Sinto pouco a pouco o ar em meus pulmões
O retorno das forças e da consciência

Quando me ponho novamente de pé
Tudo que penso é no próximo furacão
Na tempestade por vir, avassaladora
Nos choques que levarei de seus raios

Ao reconhecer esses meus passos, tantas vezes dados
Abro meus braços, olho em direção ao horizonte
Corro so seu encontro e me ponho a bailar e cantarolar
As canções desse clichê que insisto em ser.

sexta-feira, 20 de agosto de 2010


Somos peças de um xadrez limitado e desconhecido
Cartas marcadas sem destino e com muitas fronteiras
Animais que se julgam racionais, sem ao menos raciocinar sobre isso
Reféns dos recalques ignorados
Mártires da sobrevivência diária
Líderes das palavras
Escravos do silêncio
Somos isso e aquilo.
O isso que dizemos ser
O aquilo que nos dizem ser
Somos, ainda que não queiramos ser
Eu sou, você é, nós somos
Tudo isso e muito mais de um imensurável todo

Certezas! Certezas. Certezas? Certezas... Incertas certezas

Acho que as certezas estão muito bem cotadas ultimamente, transparecem força e exatidão, embora sua detenção seja abstrata e contraditoriamente incerta.

Como não ceder aos encantos da dúvida apenas por elas mesmas? Apenas por suas suposições? Suas possibilidades

As certezas estão superestimadas, certamente...

Muitos buscam-na com afinco ímpar e vivem a ilusão da sua existência, mesmo sabendo secretamente que ela nunca estará com ele ou mesmo ao seu lado

As certezas estão em alta porque o mundo nos ensinou que o inalcançável é alcançável

A beleza perfeita

Os hábitos perfeitos

A postura perfeita

O linguajar perfeito

O ser humano perfeito

A comida perfeita

Toda essa perfeição não passa de uma esfera irreal de que as certezas podem existir.

Informo-lhes, ou talvez informe nesse exato momento a mim mesma:

A certeza não existe.

segunda-feira, 14 de junho de 2010




As idéias estão presas, secas
Cansaram de florescer
Almejo que seja apenas
Uma mudança de estação

As atitudes estão soltas
Libertas e com várias direções
Em uma incansávelmente exploração
Buscando a constância do sentir

A sintonia não está presente
Agora, vive a buscar
O vazio inerente a ela
Se ausentou, cansou e partiu.

quinta-feira, 6 de maio de 2010


Sinto positividade ao meu redor, há muito não sentia esse otimismo latejante.

Acordei hoje uma hora antes do habitual, ao menos o habitual que adotei a cerca de uma semana, tudo bem, essa volatilidade não está me afetando tanto como antigamente, enfim, não quis levantar, mas não pelos meus montros interiores, apenas não quis.

Quis sentir o cheiro de minhas cobertas, o frio na ponta do nariz, entorpecer-me dessas simples sensações.

Levantar não doeu e a inspiração para a escrita estava saindo por meus poros, sentei, ignorando o tempo e meu iminente atraso e escrevi, falei sobre como o negro aos poucos dava espaço a novos tons. Linhas tão espontâneas, que saíram como um rio a desaguar no mar.

Enquanto escrevia, envolta em tudo o que de novo estava se apresentando para mim, deixei virar um prato de comida em meu colo, não me sujei, a sujeira caiu exatamente no único local de meu colo em que repousava um pequeno guardanapo, e nesse momento, nesse instante em que escrevia sobre o surgimento lento de novas cores, as formas se mostraram mais nítidas, as telas se agitaram em minha frente buscando elas mesmas por cores.

E assim, no simples momento em que não me sujei no café da manhã, enxerguei um mundo vivo ao meu redor e ri por isso. Dei felizes gargalhadas e passei toda a manhã de hoje olhando atentamente tudo e todos, reconhecendo cada espaço usual com meus olhos de criança, olhos de quem está enxergando tudo pela primeira vez e se encanta tanto com tudo isso que se apaixona pelo viver, pelo sentir.

Enquanto escrevo essas linhas me sinto pressionada a escrever a outra face da moeda que poderá se apresentar no futuro, mas eu nego, exatamente agora eu nego, não escreverei sobre o por vir. Hoje, agora, eu estou muito ocupada, agora eu estou sentindo.


Não uso mais tanto preto
Minha cor agora é cinza
Gostaria de uma aquarela em mim
Mas seria uma baita injustiça
Ainda prefiro fazer por merecer as cores

Tenho adquirido muito branco
Um tentativa de clarear a estrada
Não julgo a eficiência de tal ato
Associo, porém, à dissipação da nuvem negra.
Devaneio ou não, está mais claro aqui.

quarta-feira, 5 de maio de 2010


O que era fraco começa a se fortalecer

O forte adquire modéstia

As certezas sentam-se ao lado das dúvidas

As dúvidas aceitam as hipóteses

O efêmero pede licença e se acomoda

O fixo se permite uma breve jornada

As evidências almejam a contestação

Os julgamentos são adiados pacificamente

As estruturas abrem espaço ao novo

As bases aceitam suas falhas

O incerto, a possibilidade, as icógnitas

Todos juntos dançam ao som dessa nova melodia

Todos esses sentimentos

Estendem uma toalha quadriculada em vermelho e branco

Repousam sobre elas o melhor dos banquetes

Recheados com suas angústias e incertezas

E assim, juntos

Fazem um piquenique à vida, ao existir, ao respirar

Ao viver!


As ocupações pareciam tão belas
Crianças envolventes
As ofertas tentadoras
Adolescentes impetuosas
A inevitável gula
Uma crise de meia idade incontrolável
O lícito líquido
Um senhor rabugento e teimoso

Meu mundo é tão pequeno
Tão minúsculo
Que não me cabe mais

Não suporto mais um segundo sequer
Preciso sair
Coloco nesse exato momento toda a minha força

Em um momento único e imensurável
A redoma se rompe
Aos poucos enxergo o universo ao meu redor
Logo eu, que nem sabia de sua existência

Vejo diferentes tons, cheiros...
Meus sentidos se aguçam
Vagarosamente abro meus braços
Sentindo a inebriante brisa da liberdade.

terça-feira, 4 de maio de 2010


Um poeta, que talvez nem soubesse que o era, certa vez disse:
- O mundo pode parar.

Pasmo, o dito poeta hesitou, procurou explicações, tentou entender como aquelas palavras podiam ser pronunciadas juntas.
Seu mundo, parando?
Isso era impossível, inaceitável.
Afinal o mundo não pára pra esperar você chorar.
Ao menos isso foi o que ele havia compreendido das mensagens de seu mentor.

Fez todo o esforço possível, não conseguiu entender, parecia uma afirmação inconsequente e tresloucada.

E em meio a esse momento tão confuso e angustiante, pela primeira vez em muito tempo ele chorou. Ele se permitiu chorar, nesse exato momento ele tudo entendeu, porque nesse exato momento...

O seu mundo mundo parou.

quinta-feira, 29 de abril de 2010


A dor chegou, onde não existia mais nada, ela entrou e aqui está.

- Seja muito bem vinda! Vou falar a você um pouco daqui...

“Essa terra já foi muito habitada, muitos passaram por aqui: amor, paixão, felicidade, angústia, medo. Há algum tempo veio a crise... sabe a "crise"? Então... ela foi chegando de mansinho, e foi sutilmente convencendo um por um a partir, convenceu a todos que essa terra era infértil, não era passível de habitação, existiam muitos outros lugares mais agradáveis para se viver.

Ela era encantadora, envolvente, todos acreditaram nela. Afinal, como duvidar? Ela tinha o fôlego das paixões, a paciência do tempo, a resistência das grandes fortalezas. Era capaz de transmitir tanta segurança... Duvidar dela já parecia insanidade.

Após algum tempo a terra parou de produzir, a chuva não caiu mais, o sol parou de nascer, a lua se escondeu. O breu se instaurou. Todos foram embora.”

(dor) – E quem é você?

- Eu sou a dona dessas terras.

(dor) – Isso tudo é muito estranho. Vivo a vagar, invadir terras, e sempre como o pior dos bandidos. Minha presença parece sempre afrontar as pessoas, as lutas que travo são constantes e intermináveis.

- Confesso-lhe que foi realmente muito difícil ver todos partir, é só que parecia tão natural...

(dor) – Eu vou entender se você não quiser que eu fique, sei que não sou boa companhia... Ao menos é o que repetem em toda batalha.

- Não! Eu imploro, não vá! Viver aqui nesse escuro, sem ninguém... Gostaria que entendesse, até a loucura, insana como tal, vestiu seu melhor vestido e partiu. Fique. Garanto prover-lhe tudo o que for necessário, mas por favor, não vá. Essa terra precisa de alguém.

quarta-feira, 28 de abril de 2010


E é nessa terra de ninguém

Onde nada existe ou vive

Onde a sobrevivência é uma peça de decoração barata

Onde não e sim ainda não descobriram que são respostas

Onde risos se escondem (por medo)

Onde as lágrimas se escondem (por prudência)

Onde perguntas não são feitas

Onde opções são cometas

Onde as saídas foram fechadas pelos invernos

Onde a paixão um dia existiu

Onde a terra é infértil

Onde as árvores perdem suas folhas todos os dias

Onde as flores cansaram de abrir

Onde a música, talvez só a música possa entrar

Sutil e ingenuamente

Obviamente sem saber onde está

É nessa terra de ninguém

Que ela, apenas ela, talvez sobreviva




Meus personagens estão mortos

Cansaram dessa existência clichê

Minhas máscaras tiraram férias

Enjoaram de sua insana moradia

Meus desejos fugiram

Desistiram dessa luta inerte

Meus sentimentos congelaram

Ou é o que prefiro pensar

Minha razão petrificou

Não se permite acesso

Meus gritos estão presos

Sem força e sem rumo

Meu “eu”?

Quem o encontrar

Favor acolhê-lo

Sua casa não é mais segura.



Esses momentos de apatia

Estão a me consumir

Muito mais do que consigo re-compor


Almejo a dor, as lágrimas, a ânsia

Qualquer sentimento que seja

Qualquer coisa que me prove que estou viva


Esse silêncio interno suga todas as minhas forças

Não vejo sentido em nenhuma atitude

Só a melancolia senta ao meu lado


Imagino como é bom sentir

Mas logo a imagem some


Pareço estar invisível em meio a uma estação lotada

Ninguém me enxerga

Nem eu mesma


Me olho no espelho em uma lapso de esperança

Não há reflexo


Só um pensamento distante

Só um desejo

Só um fraco querer de existir


O último sentimento do qual me lembro é o medo

Medo da perda da identidade

De (des)conhecer essa estranha em mim


O medo se foi

Preferia não ter-me livrado dele


Agora estou só

Agora não sei nem mais se sou

Agora parece só um breve momento

Vivido enquanto escrevo essas linhas tristes






terça-feira, 27 de abril de 2010


Ei!
Você?
Isso mesmo.
Quanto tempo...
Sério?
Muito mais do que você pensa.
...
Não vá.
Por que não ir?
Não fuja, fale um pouco
É difícil.
Eu sei, mas tente...
Não posso.
Como?
Não quero.
Tente, apenas tente.
Quem sabe outro dia?...

Eu quero pele, boca e sentidos
Aprisionar tudo isso em mim
Tocar e sentir
Sem nenhum pesar
Adeus aos pudores!
Quero os excessos
Acenar para a malícia
Cumprir o trajeto

Eu quero desejo
Com dom de curar e matar
Permitir o insano
Repelir o normal
Abandonar o que é pronto
Construir no nada
Já tão cheio de tudo
Respirar
Ou parar.

segunda-feira, 26 de abril de 2010


Idéias, tantas e tantas
Anuladas
Criticadas
Mortas
Em sono profundo
Amadas
Odiadas
Aplaudidas
Repudiadas
Prazerosas
Únicas
Egoístas
Egocêntricas
Crianças, por vezes idosas, mas não mais que crianças