domingo, 5 de dezembro de 2010


No meio do medo brotou a coragem
De peito aberto raptou a razão
Se apoderou de toda a emoção
Fez suas essas duas meretrizes

Emprenhou a emoção de loucura
Extirpou da razão sua essência
Torturou e matou a ilusão
Amou, guardou e trancou o amor

Em seu cativeiro havia flores
Coloridas e rodeadas por borboletas
Boa comida, bom vinho, boa música
Uma cama confortável e vários livros

O amor não sabia o que fazer
Tudo era tão lindo e perfeito
O que fazer?
Sentar, respirar, viver...

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