segunda-feira, 20 de dezembro de 2010


Suave tortura essa dos pensantes.

Amantes do impossível, o devaneio...

A esses heróis, uma melodia:

Fúnebre e melancólica (densa, mas vazia)


Eis que segue o cortejo solene.

Silenciado pelo pranto do adeus.

Com esforço é possível ver ao fundo

Profano e sagrado juntos a gritar:


Haverás de viver, ó meu caro!

Haverás de cantar, minha cara!

Haverás de ser homem, ó mulher!

Haverás de existir! Viver! Sentir! Amar!

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