
A leveza pra mim é realmente insustentável
Só o que é verdadeiramente denso me satisfaz
O opaco me serve como descanso de copo
Cheio da bebida mais forte do bar
Porque eu gosto é do amargo do estrago
Do sufocamento passional
Das dores de lutas perdidas
De cair ao término de cada batalha, exausta.
Permanecer assim, inerte e impassível
Estatalada, quase morta, mas viva
Sinto pouco a pouco o ar em meus pulmões
O retorno das forças e da consciência
Quando me ponho novamente de pé
Tudo que penso é no próximo furacão
Na tempestade por vir, avassaladora
Nos choques que levarei de seus raios
Ao reconhecer esses meus passos, tantas vezes dados
Abro meus braços, olho em direção ao horizonte
Corro so seu encontro e me ponho a bailar e cantarolar
As canções desse clichê que insisto em ser.