quarta-feira, 28 de abril de 2010



Esses momentos de apatia

Estão a me consumir

Muito mais do que consigo re-compor


Almejo a dor, as lágrimas, a ânsia

Qualquer sentimento que seja

Qualquer coisa que me prove que estou viva


Esse silêncio interno suga todas as minhas forças

Não vejo sentido em nenhuma atitude

Só a melancolia senta ao meu lado


Imagino como é bom sentir

Mas logo a imagem some


Pareço estar invisível em meio a uma estação lotada

Ninguém me enxerga

Nem eu mesma


Me olho no espelho em uma lapso de esperança

Não há reflexo


Só um pensamento distante

Só um desejo

Só um fraco querer de existir


O último sentimento do qual me lembro é o medo

Medo da perda da identidade

De (des)conhecer essa estranha em mim


O medo se foi

Preferia não ter-me livrado dele


Agora estou só

Agora não sei nem mais se sou

Agora parece só um breve momento

Vivido enquanto escrevo essas linhas tristes






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