quarta-feira, 28 de abril de 2010


E é nessa terra de ninguém

Onde nada existe ou vive

Onde a sobrevivência é uma peça de decoração barata

Onde não e sim ainda não descobriram que são respostas

Onde risos se escondem (por medo)

Onde as lágrimas se escondem (por prudência)

Onde perguntas não são feitas

Onde opções são cometas

Onde as saídas foram fechadas pelos invernos

Onde a paixão um dia existiu

Onde a terra é infértil

Onde as árvores perdem suas folhas todos os dias

Onde as flores cansaram de abrir

Onde a música, talvez só a música possa entrar

Sutil e ingenuamente

Obviamente sem saber onde está

É nessa terra de ninguém

Que ela, apenas ela, talvez sobreviva

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