
Sua busca é incessante e ele se sente exausto.
Senta e aos poucos consegue enxergar, ouvir...
A brisa nas folhas, o vento forte na copa das árvores
O canto dos pássaros, o quebrar das ondas
Ele embriaga-se daquilo.
Decide então mergulhar nesse infinito de cores.
Banha-se do êxtase de sentir o mundo ao seu redor.
Brinca com a areia, vendo em cada grão um pouco de si
Percebe-se por fim assim.
Várias partículas banhadas pelo mar .
Minúsculo, leve e amante das águas
Sejam elas do mar ou vindas dos céus
Uma testemunha de tudo que é vivo e vive
Porque existir pode não ser viver
E convenhamos, meu caro: não há céu ou mar aos que negam a vida!




