sábado, 12 de novembro de 2011


Dores que não cessam, feridas que não cicatrizam

Vejo a morfina perpetrar meu corpo sem nenhum efeito

Imploro por uma dose extra de penicilina, dizem que não agüento

Infelizmente não posso afirmar o contrário.


Talvez resida em mim o desejo da dor, desse desesperado ardor

Masoquismo talvez? Não saberia afirmar...

Fecho os olhos pra sentir o que resta da embriaguez

Não há mais nada. Nada mais me entorpece ou apaga


Busco um pouco de paz e sossego em meus vícios

Pobres coitados vagam exaustos em meio aos meus sentidos

Não há nada que complete, preencha, acerte

Tudo é erro, vacilo prazo vencido.

8 comentários:

  1. muito poetica!
    vc escreve muito bem!
    fico tentando decifrar esses codigos!
    kkkkkkk
    Léo

    ResponderExcluir
  2. Amiiiiga! As vezes parece que essa abstinência nunca vai passar, né? (depois eu te explico o sentido de abstinência aqui).
    A gente vai errando, vai acertando... Mas vai vivendo, é o que vale.

    ResponderExcluir
  3. De fato, é o que vale, mas confesso que às vezes a caminhada é deveras dolorosa né? Às vezes bate um cansaço, uma vontade de 'não sei o que'...

    ResponderExcluir
  4. Sempre contraditórios tais códigos. As contradições são minha essência, por vezes completam o vazio, por vezes o aumentam...

    ResponderExcluir
  5. contradição!...Diz-se que há contradição quando se afirma e se nega simultaneamente algo sobre a mesma coisa. O princípio da contradição informa que duas proposições contraditórias não podem ser ambas falsas ou ambas verdadeiras ao mesmo tempo. Existe relação de simetria, não podem ter o mesmo valor de verdade. Dessa forma, ocorre uma contradição quando uma afirmação é falsa e a outra é verdadeira. Se forem ambas verdadeiras ou falsas, não existe contradição.

    ResponderExcluir
  6. Jubilos não fecundam, tristezas não geram, a rapoza condena a armadilha não a si mesma....

    ResponderExcluir
  7. Que caminhada tão longa
    Sem atalhos nem caminhos claros
    Caminhando eu sei que estou
    Caminhando no tempo indo para frente e para trás
    Vou andando e contando minha história
    tão igual a tantas outras histórias
    Usando o tempo como anestesia
    Dor, alegria e amor misturados em um
    Que nunca é mais o mesmo e nunca deixa de ser si
    Vou levando contudo a saudade um sorriso
    Pois lembrança não tem prazo de validade

    ResponderExcluir
  8. Sem dor, não há valor.

    Não existe forma de desejar uma brisa sem antes sentir calor
    Não tem frio que não peça o conforto de uma chama

    Nem um vazio que não busque preenchimento
    Não existe completude que não compreenda a solidão.

    Não existe equilibrio
    Apenas um balanço entre o que é, e o que será
    Assim como uma sombra que cede espaço para a luz
    Aquilo que falta cede espaço ao ser

    E o ser, será o que deseja.
    A semente do querer há de brotar ainda outra vez
    E florescerá um novo motivo para que a dor se torne em memória...
    Em história que veleja para longe...

    Para um momento em breve sem fim
    Onde as tormentas se acabam enfim

    ResponderExcluir