
Estou aterrorizada, assustada e paralisada
Minhas veias parecem impedir a passagem do sangue
Meu pulmão agora só tem uma função, encher
Meus pés doem e me fazem ficar prostrada, estagnada
Minhas mãos apresentam uma sensibilidade ímpar, incapacitante
Meu peito nega a dor e ameaça parar a qualquer instante
Minha mente divaga e vive a se esquivar. Pedir desculpa
Sorrateiramente sai de mim e fica a me observar
Recalcada, retraída, exposta a toda a inocência negada
Sem defesas me vê e assim me deixa
Capaz de me ver
Incapaz de viver em mim...
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